A história que não aprendemos — por Prof. Paulo Santos
Há um provérbio que diz que os povos que não conhecem sua história estão condenados a repeti-la. Em cada geração surge a tentação de reescrever o passado — não com mentiras grosseiras, mas com omissões cirúrgicas e silêncios estratégicos.
A pesquisa histórica é, acima de tudo, um exercício de humildade. Significa aceitar que o presente não é o ápice inevitável de uma marcha progressista, mas um momento entre tantos outros, tão frágil quanto qualquer civilização que a arqueologia nos apresenta em ruínas.